sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Bom Senso

Já virei calçada maltratada
E na virada quase nada
Me restou a curtição
Já rodei o mundo quase mudo
No entanto num segundo
Esse livro veio a mão

Já senti saudade
Já fiz muita coisa errada
já pedi ajuda
já dormi na rua
Mas lendo atingi o bom senso
Mas lendo atingi o bom senso
A imunização racional..

Tim Maia

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Flying

                                                                     Sobre a cidade...
                                                   Sobre a casa nova da gi na maior felicidade...
                                               em várias dimensões no melhor lugar do mundo...

Momentos felizes da minha vidinha, vontade de sonhar, meta de acordar cedo todos os dias, fazer mais amigos e ter mais momentos como esses...

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Poesias.

A Idade de Ser Feliz

Existe somente uma idade para a gente ser feliz,
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-las
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo, nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente pode criar
e recriar a vida,
a nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores
sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo o desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda disposição
de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,
e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente
chama-se PRESENTE
e tem a duração do instante que passa.

Desconhecido

Traduzir-se

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir-se uma parte
na outra parte
-que é uma questão
de vida ou morte-
será arte?

Ferreira Gullar

A felicidade
Morava tão vizinha
Que, de tolo
Até pensei que fosse minha

Chico Buarque

EU TE AMO

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir

Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir


Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir


Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu


Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu


Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair


Não, acho que estás só fazendo de conta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir

Chico Buarque

Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança

Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar

Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade

Chico Buarque

O que será (À flor da pele)

O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita

O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite

O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores me vêm agitar
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
Que todos os meus nervos estão a rogar
Que todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo

Chico Buarque

“Não, não é uma estrada: é uma viagem!”







São quarenta anos de bons serviços prestados à cultura popular brasileira. Entre Novos Baianos e a carreira solo, são quarenta discos e quase quinhentas músicas gravadas por Moraes Moreira e grandes nomes da nossa MPB. Ele é considerado, pelos pioneiros Dodô e Osmar, o responsável pela implantação da voz no som do Trio Elétrico. Isto ocasionou o surgimento de astros e estrelas formados a partir daquela escola.
Em dezembro de 2007, a editora Língua Geral publicou o livro A HISTÓRIA DOS NOVOS BAIANOS E OUTROS VERSOS. Utilizando a literatura de cordel e a poesia, Moraes Moreira passou a limpo sua rica trajetória, proporcionando, sobretudo às novas, o conhecimento da história de uma banda que revolucionou o som dos anos 1970. Ele ainda incluiu, nesse livro, letras e comentários sobre a sua atuação fora do grupo.
A boa receptividade desse livro por parte da crítica e do público fortaleceu a idéia de transformar todo esse material em DVD e CD, editados agora pela gravadora Biscoito Fino.
A gravação aconteceu em junho de 2008, na Feira de São Cristovão, ponto de resistência e divulgação da cultura nordestina. Ali, Moraes se sentiu em casa, apoiado pela maciça presença de um público fiel e entusiasmado, além de uma produção cuidadosa, com cenário, iluminação e sonorização sofisticados, contando também com a direção geral de João Falcão, profissional consagrado por seus trabalhos no teatro e no cinema.
Moraes sempre teve muito cuidado para que esse evento não tivesse um tom de volta, de revíval. A verdadeira intenção sempre foi de dar a sua versão para aquela intensa convivência que experimentou com seus manos dos Novos Baianos.
Escolheu, como parceiro para essa empreitada, o seu filho Davi Moraes, que nasceu e viveu os primeiros anos da sua vida na comunidade dos Novos Baianos. Davi costumava ficar mais tranquilo quando era colocado em seu carrinho, perto do som, perto daquela “pauleira” que rolava. Com certeza absorveu toda aquela energia, toda aquela alegria de tocar. Pepeu Gomes foi se tornando cada vez mais seu ídolo e mestre. De maneira precoce, Davi revelou seu talento e começou a colocar em prática todas essas influências. As presenças de Moraes e Davi no palco se tornaram a representação viva de duas gerações de uma verdadeira família musical.
O show foi dividido em duas partes. Na primeira, Moraes canta e conta, de forma poética e musical, a trajetória do grupo. Passeia por canções como “Ferro na Boneca” e “Colégio de Aplicação”, do primeiro disco, Dê um rolê, também gravada por Gal Costa; “A Menina Dança”, “Acabou Chorare”, “Mistério do Planeta”, “Brasil Pandeiro” e o hino da geração paz amor, “Preta Pretinha”. Todas interpretadas com a autoridade de quem compôs, com seu parceiro Galvão, praticamente cem por cento daquele repertório.
Na segunda parte, Moreira abre de vez o seu baú, o seu bazar brasileiro de canções, demonstrando intimidade com as mais variadas formas e estilos da nossa música. Sucessos como “Meninas do Brasil”, “Lá vem o Brasil Descendo a Ladeira”, “Sintonia”, “Forró do ABC”, “Eu Também Quero Beijar”, além de homenagens a Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, prenunciam o momento mais empolgante do show. Duas inéditas, “Spok Frevo Spok” e “Oi”, fazem a ponte, e aí chega o carnaval. Forma-se o “Bloco do Prazer”. Nas asas de um “Pombo Correio” embarcam palco e platéia numa verdadeira “Festa do Interior”, festa da alma e do coração.
Uma banda formada por multi-instrumentistas garante, com competência e brilho, um vigoroso lastro instrumental, que embala e empolga. É o próprio Moraes quem afirma: “Esse registro é uma prestação de contas de tudo que fiz, como cantor, compositor, instrumentista, poeta e cidadão, durante essa caminhada.”
Vamos comemorar!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Fala por mim Clarice.

Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.

Clarice Lispector


Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.

Clarice Lispector


Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.
(Perto do Coração Selvagem)

Clarice Lispector


Quando se ama não é preciso entender o que se passa lá fora, pois tudo passa a acontecer dentro de nós.

Clarice Lispector


Eu não sou promíscua. Mas sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro.

Clarice Lispector


A palavra é meu domínio sobre o mundo

Clarice lispector


Sou um coração batendo no mundo

Clarice Lispector


E nem entendo aquilo que entendo: pois estou infinitamente maior que eu mesma, e não me alcanço.

Clarice Lispector


Com todo perdão da palavra, eu sou um mistério para mim.

Clarice Lispector


Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo.

Clarice Lispector


Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar.

Clarice Lispector


Só o que está morto não muda!
Repito por pura alegria de viver:
A salvação é pelo risco,
Sem o qual a vida não vale a pena!!!

Clarice Lispector


Escuta: eu te deixo ser, deixa-me ser então

Clarice Lispector


Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito.

Clarice Lispector


Divertir os outros, um dos modos mais emocionantes de existir.

Clarice Lispector

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Minha babe bee


                                                                   Eu e minha nenêzuxa


                                                                 Pepinhoooooooooooooo


                                                           1/3 da bagunça do meu armário


                                                          tempo, tempo, mano velho...


                                                                           at work


                        meus pés são meu único meio de transporte, como diria minha irmã ou bob marley


                                                                            trampinho


                                                                      Rô, não esqueço....


                                                                          garoto guri


                                                                          felizzzzzzz


                                                                                 is we


                                                                        fofuxanuxo


                                                                             eu amo ele


                                                                          <33333333











                                           Que alegria minha linda maquininha me proporciona..

sábado, 7 de agosto de 2010

Jefferson




Fim.

Aprendendo a crescer!

Sabia que eu vou ser madrinha?



De uma linda menininha?



E que certas mudanças causam muito medo no começo?!
Porque a minha prima/irmã vai se casar também, e vai ser mamãe
E nós vamos amadurecer 20 anos
e que nossas vidas talvez se desencontrem algumas vezes
mas eu pensei...
Poooooooxa, eu a amo tanto que...


Faremos dessa bebê Alice a dona do nosso país das maravilhas...
E a nenê mais fashion do mundjo!



Seremos tão criativas e mágicas
que ela não se lembrará de meros brinquedos,
 se lembrará de um mundo mágico aonde ela é a protagonista!




Faremos da sua casa o lugar mais lindo do mundo,
 aonde plantaremos nossos sonhos
e eles serão coloridos e cheios de bolinhas.
(Tia cynara na cerca, eu no chão
você no banco, arthur em pé
e jeff pregando bolinha, e lá dentro, dormindo
a mais nova lico piririco kkkkkkkkk)




E festejaremos muitos natais, também lindos e cheios de sonhos.


Bom, agora começam as explicações..Minha Gico me contou ontem que, sem nada pra fazer, fez um blog aonde revelará seus sonhos, eu sempre linda e bela, encontrei um bom jeito de lhe recepcionar.
E dizer-lhe o que queria há muito tempo, os planos podem mudar muitas vezes, talvez possam haver desencontros, amadurecimentos, novos destinos.Mas nós, juntas, sempre podemos o tornar mais colorido e encantado.Lhe amo, lhe aprecio e viajo com você em várias dimensões.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Mix de imagens!


GOOD TRIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIP!